A teoria feminista nas Relações
Internacionais só começa a ter espaço a partir de 1990, e o objetivo das
teóricas feministas é mostrar como o patriarcado está presente na formulação e
execução das Relações Internacionais.
A disciplina das Relações Internacionais se
diz neutra, e que as suas temáticas, as questões de alta política, não se
relacionam com o gênero. Como por exemplo, considera-se que o poder, a
segurança, tratam de todos, não excluindo a mulher.
A teoria feminista, em crítica a isto diz
que a disciplina é sim marcada pelo gênero, e mostra que o gênero este já
afixado no modo de fazer a política internacional, por serem feitas por homens,
e por invocar a masculinidade nestas situações, como em treinamentos militares
e discursos políticos. Segundo as autoras feministas, muitos dos dogmas
seguidos na prática das RIs são moldados conforme o gênero masculino.
Portanto, em resposta aos teóricos que dizem
que as Relações Internacionais são neutras, as feministas consideram que em
relação ao gênero, as RIs são mais cegas do que neutras. É importante abordar,
para a compreensão do tema a própria questão do termo “gênero”. As feministas
falam de gênero e não de sexo porque ao tratar de sexo, abordariam apenas questões
biológicas, o que por sua vez, não se relaciona às relações sociais,
entretanto, o gênero é pura construção social, são as características que
definem o masculino e o feminino, e que não podemos negar que foram sim criados
pela sociedade, lembrando que a sociedade é subjugada ao patriarcado.
A afirmação de que as RI são neutras
quanto a isso, para a Teoria Feminista é só mais uma afirmação da alienação em
que vivemos, ao não se ter a percepção do preconceito que o patriarcado
naturalizou na sociedade. Em distinção a outros grupos oprimidos pela estrutura
da sociedade moderna, o feminismo se destaca ao monto de se formar como uma
teoria das RI, pois é considerado a primeira opressão que uma mulher vive,
desde pequena em sua própria casa, e isso vale virtualmente por todo o globo, e
este caráter mundial torna a teoria válida tratando de um fator internacional
relevante.
Portanto a Teoria Feminista visa
esclarecer que as RI “tradicionais” não são neutras de forma alguma, e são
naturalmente excludentes com as mulheres, que pouco participam nas tomadas de
decisão, propondo-se assim a preenche ruma representatividade necessária no
meio teórico. Porém ainda assim esta teoria é pouco aplicada, sendo considerada
uma teoria periférica ou de pouca importância assim como outras teorias que
também visam abalar o status quo do cenário atual das Relações Internacionais.
Giovanna Bertolaccini
Rodrigo D'Avila
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