quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resumo sobre a Teoria Feminista

   Para se estudar a teoria feminista é necessário entender o conceito de gênero, que são características sociais e culturais construídas e atribuídas ao sexo biológico, que definem nossas noções de masculino e feminino. Pesquisadoras feministas trouxeram esse conceito para mostrar que as características e comportamentos que são definidos como próprios de um gênero são, na verdade, construções sociais e culturais e, por isso, não podem ser tidos como aspectos biológicos. A partir disso, busca-se explicar como as diferenças entre homens e mulheres são utilizadas para justificar desigualdades.  
     
   O feminismo é o movimento que busca a igualdade entre homens e mulheres, por meio do estudo das questões de gênero, atribuindo a essas questões o elemento do poder exercido por homens sobre mulheres através do patriarcado, que é um sistema social que privilegia a masculinidade e, para as feministas, é a primeira opressão sofrida pelas mulheres, que geralmente ocorre em seu próprio lar. 
   
    Essa teoria feminista é crítica pois busca não apenas explicar o mundo desde uma perspectiva de gênero, mas também busca mudar a estrutura para atingir uma sociedade igualitária. A análise utilizada é em escala micro porque para podermos entender o que se passa em escala global é necessário antes entender as relações sociais internas, pois o modo que as relações se iniciam em cidades e outros grupos influenciam o internacional. Por isso, a crítica feita a esta teoria é de que não se trata de uma teoria das relações internacionais, pois se preocupam com relações sociais internas.  
  
 Observação: Pesquisadoras da Universidade de Londres chegaram a conclusão, de acordo com documentos encontrados, que a grande responsável pela inclusão da igualdade de direitos de homens e mulheres na Carta da ONU foi a diplomata brasileira Bertha Lutz (encarregada pelo governo Getúlio Vargas para defender esse ponto na Carta), junto com outras diplomatas latino-americanas, que enfrentaram forte oposição das delegações britânica e norte-americana.  
Link da matéria: https://nacoesunidas.org/exclusivo-diplomata-brasileira-foi-essencial-para-mencao-a-igualdade-de-genero-na-carta-da-onu/


Maria Clara Campbell
Raquel Sant'Anna de Almeida

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