quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Teoria Sistema Mundo de Immanuel Wallaarstein

Adrielli Santos, Victória Parracho 


   A teoria Sistema Mundo de Immanuel Wallarstein vai mostrar analises de como a produção capitalista pode funcionar e como isso pode ser visto ao longo dos anos.
    No mundo todos os países vão ter sua ocupação com funções capitalistas diferentes, por exemplo, Semi-periferia possuem níveis de industrialização, mas dependem dos Estados do centro; Países do centro possuindo atividades econômicas melhores com potencial tecnológico agregando mais valor ao produto; Periferia, melhores em produzir bens de baixo custo agregado demanda na mão de obra e explorando pessoas.

   O sistema mundo passa a expandir as diferenças entre periferia e países do centro depois vem o poder político e econômico de uma hierarquia com base no sistema capitalista hoje. Segundo o teórico, essa estrutura é fixa porem não pode descartar a possibilidade de mudança na posição dos Estados, podendo ate existir mudança de países entre periferia, centro e semi-periferia.
    Ao decorrer da historia podemos perceber que existiram outros tipos de Sistema Mundo, o dos impérios mundiais e econômicos mundiais, e a partir desses outros modos pode supor que o capitalismo pode estar crescendo a cinco séculos já, criando novos problemas, novos crises e resoluções como foi a queda de outros impérios.


   Entretanto é notável que o Teorico Immanue Wallarstein foca principalmente na questão econômica da teoria.

domingo, 6 de novembro de 2016

O lado negro do chocolate

            A teoria do Sistema Mundo de Immanuel Wallerstein oferece uma análise do funcionamento do modo de produção capitalista e de como a organização espacial do sistema mundial conduz a história ao longo dos anos.

Wallerstein afirma que cada país ocupa uma função na ordem produtiva capitalista, existindo assim países do centro (possuem atividades econômicas mais complexas e com maior potencial tecnológico, que agregam mais valor ao produto); semiperiferia (possuem um certo nível de industrialização, mas ainda dependem do capital e da tecnologia dos Estados do centro); periferia (especializados na produção de bens de baixo valor agregado e requerentes de intensa mão de obra).  A expansão do sistema mundo aumenta as diferenças entre os países do centro e da periferia, além de contribuir para a criação de uma hierarquia de poder político e econômico.

Para ele, a busca dos países centrais por locais onde sua produção seja maximizada é o fator que conduz a história e a dinâmica deste sistema. As condições desiguais de comércio é uma maneira de perpetuar a divisão internacional do trabalho que reproduz a desigualdade.

Essa teoria pode ser aplicada no contexto atual para explicar essa “periferização” do mundo e diversos incidentes que ocorrem no sistema internacional hoje em dia. Um caso que pode ser analisado através da perspectiva desta teoria é o do trabalho escravo infantil nas plantações de cacau na África.

No documentário “ O lado negro do chocolate”, o jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, conversou com trabalhadores e traficantes da região de Zégoua Mali e descobriu que os traficantes transportam de 10 a 15 crianças por vez em ônibus que vão para Korhogo, na Costa do Marfim (responsável por 42% da produção mundial de cacau), onde tem um local que as crianças são mantidas e vendidas para fazendeiros locais.

Uma criança de Burkina Faso pode ser comprada por 230 euros, o preço inclui transporte e uso ilimitado da criança, porém, a maioria das crianças nunca é paga. No documentário, o jornalista encontrou dois meninos do Mali, que trabalhavam como escravos numa plantação de cacau da Costa do Marfim. Os garotos contam que os traficantes enganam as crianças para conseguir levá-las para as plantações, e que se eles se recusassem a trabalhar ou trabalhassem devagar, os traficantes os agrediam.

A rota do cacau descrita no documentário demonstra claramente a dependência que os países periféricos têm da exportação de bens primários a preços determinados pelos países do centro e a cadeia de commodities que a envolve: o cacau colhido e secado ao sol é comprado por intermediários (1 euro por kilo) que vão vender aos exportadores nacionais; os grãos são lavados, ensacados e vendidos (2,5 euros por kilo); finalmente, na bolsas de valores, o cacau é vendido às empresas de chocolate, que vão transformar os grãos em pó ou manteiga de cacau, do qual será feito o chocolate pelos fabricantes (1 kilo de cacau dos produtores vira 40 barras de chocolate).

Miki tentou o contato com empresas de chocolate ( Nestle, Cargill, Mars, ADM, KRAFT, Barry Callebaut ) para saber que ações elas estão promovendo para combater o problema, no entanto, a única resposta que obteve foi uma declaração conjunta por porta-voz, da qual destaca um trecho: “A grande maioria das plantações de cacau não são das empresas que produzem chocolate ou fornecem o cacau e, portanto, não temos controle direto sobre o cultivo do cacau e as práticas laborais”. Essa declaração comprova a falta de responsabilidade do setor.

Embora o filme seja de 2011, pouca coisa mudou nesses últimos 5 anos, já que as operações realizadas pela Interpol na região da Costa do Marfim continuam resgatando crianças das plantações de cacau: uma operação feita pouco antes do início das gravações do documentário resgatou 65 crianças; em 2014 foram 76; 48 em 2015. Dados que comprovam a falta de debates significantes no âmbito internacional e a falta de medidas (locais e internacionais) eficientes para acabar com a exploração infantil no setor.

Portanto, esse é apenas um dos casos que refletem a dinâmica do Sistema Mundo moderno, que tem por objetivo  a acumulação infinita de capital, facilitada pelos mecanismos (comoditização, controle do trabalho assalariado, cadeia de commodities, intercâmbio desigual entre centro e periferia, monopolização do mercado) criados para perpetuar a hierarquia do Sistema Internacional.

Link do documentário: https://www.youtube.com/watch?v=ozSRWm7VcVE

Marina Reis de Oliveira

sábado, 5 de novembro de 2016

Teoria Sistema-Mundo

                                    Teoria Sistema-Mundo
                                                                                                       Kelly Pasetto
Uma das vertentes dentro do marxismo que estuda as relações internacionais é a Teoria Sistema-Mundo de Immanuel Wallerstein. Ela tem como objetivo principal analisar o Sistema Internacional com enfoque na economia mundial definida pelo sistema capitalista. Em sua analise é importante ressaltar o conceito histórico, pois a acumulação de capital depende do espaço e tempo, ou seja, estudando a evolução da acumulação de capital pode-se entender a evolução e concentração de poder econômico em áreas determinadas, para, assim, explicar através da economia e política o atual sistema internacional.
Seguindo esse pensamento, Wallerstein definiu que os poderes político e econômico são hierarquizados e os Estados podem situar-se em três áreas: as centrais que possuem atividades econômicas avançadas, complexas e desenvolvidas tecnologicamente; as semi-periféricas, as quais possuem uma economia diversificada que adquiriu um nível industrial e tecnológico maior que as áreas periféricas e menor que as centrais. Os países que se situam nessa área são intermediários economicamente, possuem uma mistura de características das outras duas áreas, apesar de possuir certo desenvolvimento ainda dependem de capital e tecnologias dos países centrais; as áreas periféricas caracterizadas por economia de exportação de produtos de bens primários, mão de obra barata, exploração, trabalho escravo ou forçado.
Dessa maneira, podemos perceber uma divisão internacional do trabalho que cria uma desigualdade entre essas três áreas e forma uma estrutura hierárquica base para o sistema capitalista atual. Portanto, a debilidade entre Estados é fruto da dependência estrutural e da desigualdade de troca. Apesar dessa estrutura ser fixa, segundo o teórico, não é excluída a possibilidade de mudança de posição dos Estados situados nessas áreas, pode existir uma mobilidade de países entre centro, semi-periferia e periferia. Podemos perceber que na história existiram outros tipos de sistema-mundo: impérios mundiais e economias mundiais. Um exemplo do primeiro tipo foi o Império Romano que sofreu ruptura, decaiu e deu espaço para a formação de um novo sistema.
 Por isso, se supõe que apesar do capitalismo estar se expandindo há cinco séculos, a sua própria expansão desenvolverá crises e em algum momento ocorrerá o funcionamento disfuncional (ponto de ruptura) e assim se formará um novo Sistema Mundial como aconteceu com a queda do Império Romano.
Apesar dessa teoria ter base marxista, Wallerstein realiza uma análise similar ao neorrealista Waltz. Os dois ressaltam a questão histórica e hierárquica, da visualização de países fortes e fracos e a importância da análise do Estado em relação ao sistema, da dependência da posição de um único país em relação ao sistema mundial. Por outro lado, a diferença principal entre Waltz e Wallerstein é que o primeiro foca na questão do poder e o segundo na questão econômica. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Resumo Sobre a Teoria do Sistema-Mundo

    A Teoria do Sistema-Mundo é uma teoria das relações internacionais que se centra no estudo do sistema social e suas relações, não só no âmbito doméstico mas internacionalmente, em todo o mundo. O foco dessa teoria é a estrutura e não os agentes, ela busca entender como o meio de produção capitalista funciona por meio de uma abordagem macro e multidisciplinar da história mundial. 
    Esta teoria tem influência dos pensamentos marxistas mas não é necessariamente marxista. Seu principal expoente é Immanuel Wallerstein que faz uma análise marxiana, mas tem como principais inspirações a CEPAL e a Teoria da dependência. Baseando-se na divisão internacional do trabalho, ele vai analisar o porquê de existir tremenda desigualdade entre os países. 
    A tese central da obra de Wallerstein é a divisão do mundo em três níveis, sendo eles, centro, periferia e semiperiferia. Essa divisão existe desde o início do capitalismo ocidental e os países encaixam-se nos níveis de acordo com a função que ocupam no sistema capitalista. Os países do centro são os que possuem a produção de alto valor agregado, os periféricos fornecem commodities e matérias-primas para a produção dos países de centro e também fabricam bens de baixo valor, geralmente em condições precárias. Já os países semiperiféricos possuem um papel intermediário, sendo visto como centro para os países periféricos e como periferia para os países centrais.  
    Esse sistema desigual cria uma dependência entre os países periféricos e os centrais, fazendo com que a periferia necessite de ajuda financeira e humanitária do centro. Daí a aproximação com a Teoria da dependência.  
    Quando se esgota o sistema "quebra" e assim surge outro em seu lugar. O sistema-mundo atual já existe há centenas de anos e possui três características. A primeira é a economia mundial em expansão através de um comércio internacional onde as economias nacionais se relacionam. A segunda é a expansão do sistema interestatal (que ocila entre tempos de rivalidade e tempos de hegemonia) com a criação de novos estados e novas fronteiras e a terceira é a relação do capital-trabalho. 
    Com a expansão do capitalismo ocorre a "periferização" do mundo, por conta das grandes empresas do centro que, para cortar gastos, se estabelecem nas regiões periféricas e assim submetem os produtores locais a homogeneização da produção, que acaba os destruindo.  
    O sistema mundo atual se assemelha dos anteriores por conta da divisão axial do trabalho e do funcionamento de forma cíclica e secular e se diferencia pela acumulação infinita de capital, que é propiciada pelo capitalismo. 
    Existem cinco mecanismos que permitem a acumulação infinita de capital: 
1- a comoditização: terceirização de tudo. Colocar valor monetário não só nos bens necessários, mas também em tarefas simples. 
2- controle do salário: alguns enriquecem e controlam sua riqueza por meio do trabalho assalariado de outras pessoas. 
3- cadeia de commodities: matérias-primas são vendidas aos países do centro que os vendem como produtos manufaturados com valor agregado de volta aos países periféricos e resto do mundo. 
4- intercâmbio desigual entre centro e periferia: as regras que regulam o mercado não existem para garantir a isonomia dos estados. 
5- monopolização do mercado: mercado monopolizado pelas grandes companhias que tem ligação também com a desigualdade entre centro e periferia porque as grandes companhias são naturais dos países do centro. 
    O sistema-mundo em vigor se rompe por conta da história, que é cíclica, e vai evoluindo até chegar nos limites da estrutura, ocasionando uma crise de representatividade do sistema-mundo onde está o tempo de funcionamento disfuncional.

Maria Clara Campbell
Raquel Sant'Anna de Almeida

domingo, 30 de outubro de 2016

A Teoria do Sistema-Mundo

A teoria do sistema-mundo analisa a formação e a expansão do capitalismo por todo o globo e como isso dita não apenas a economia, mas também as relações sociais, políticas e culturais das sociedades. 
Essa teoria divide o mundo em 3 níveis de análise, a saber: centro, semiperiferia e periferia. 
Os países do centro têm produção de alto valor agregado tecnológico, são produtores e exportadores de tecnologia e contam com mão de obra especializada. Os países semiperiféricos têm uma industrialização de baixo valor tecnológico agregado, não produzem tecnologia mas a absorvem e contam com mão de obra semiespecializada e não especializada. Por fim, os países periféricos produzem apenas produtos primários e têm mão de obra não-especializada. 
Assim, ocorre uma divisão internacional do trabalho, na qual cada país fica "responsável" por um tipo de produto no comércio internacional. Os países do centro tendem a explorar os países periféricos, enquanto os países semiperiférios ora são periferia para o centro, ora são centro para a periferia.
Essa prática não é recente: na época das Grandes Navegações, as metrópoles já exploravam suas colônias, deixando consequências que são sentidas até hoje (não coincidentemente, as antigas metrópoles são os atuais centros).
Alguns analistas afirmam que, a partir dessa primeira divisão internacional do trabalho, foram criadas instituições a fim de manter essa exploração, estruturando o sistema como ele é hoje. O Banco Mundial, o FMI e a OMC ditam os rumos do comércio internacional e da economia mundial, fornecendo empréstimos aos países mais pobres, obrigando-os a "obedecerem" suas regras (que visam a manter o status quo), como abertura ao capital estrangeiro, diminuição de barreiras, etc.
Isso faz com que esses países adquiram ainda mais dívidas, pois ficam condicionados a serem sempre exportadores de produtos baratos e compradores do produtos caros, perpetuando esse sistema. 
Com a globalização e a crescente importância do sistema financeiro, visando sempre ao maior lucro possível, as grandes empresas se espalham pelo mundo. Como os países periféricos têm mão-de-obra e recursos naturais abundantes, mas não capital, essas grandes empresas mantêm suas sedes nos países centrais, mas "terceirizam" a produção para os países periféricos, onde podem ter um custo menor de produção, já que, caso sejam reivindicados melhores salários dos trabalhadores, por exemplo, eles retiram o capital e simplesmente mudam seu local de produção para países ainda mais pobres.  
Isso acarreta mudanças sociais e culturais nesses locais, onde seus trabalhadores se veem "puxados" para esse modo de produção. 

Lizandra Ferreira

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A perspectiva crítica de Robert Cox - Julia Guimarães

Robert Cox, percursor no resgate do neomarxismo para a construção da base teórica crítica, conjuntamente com uma forte influência de Antonio Gramsci, pode tecer uma série de críticas ao realismo e contribuir amplamente para a teoria crítica. Cox parte da concepção de que toda teoria se encontra em um âmbito relativo de tempo e lugar, o que de certa forma exprime um caráter particular de seu tempo e espaço, não possuindo uma referência universal, já que não representariam um tipo de modelo absoluto. Vale frisar que o carácter relativo/particular da feição das teorias sempre seriam influenciadas pelo atual contexto da realidade particular de seu tempo, impossibilitando uma "aplicação universal" das mesmas. Sendo assim, Cox destaca em suas publicações dois tipos de teorias, as teorias de soluções de problemas (realismo ou o atual neorrealismo) e a teoria crítica. A teoria de soluções de problemas, por possuírem fundamentos na base de que o homem nasce egoísta e que a partir daí advém o modo em que buscam seus objetivos, maximizar seu poder a fim de garantir sua segurança, e que caracteriza a essência do sistema internacional como uma anarquia conflituosa, com efeito, a torna imune à críticas, se tornando de certa forma imutável ou invariável. É a partir deste ponto em que Cox definitivamente começa suas críticas, já que em sua visão, seria de fato necessário refletir sobre uma realidade em que sempre se encontraria em constante mudança. A natureza particular da teoria de soluções de problemas, por tomar como nível de análise o mundo como é com suas relações de poder, instituições, atores e etc, propõe um método de se solucionar os problemas sem o questionamento de que se estão de certa forma, correlacionados às características "intrínsecas da sociedade". Devido a estes aspectos, adquire na visão de Cox, uma personalidade conservadora, já que rejeitam a viabilidade de uma possível variação de uma ordem como caminho para a correção da desigualdade ou até mesmo de ameaças de guerras. A teoria crítica em uma outra perspectiva, legitima a necessidade de se refletir sobre uma realidade em constante mudança, negando a precisão de uma realidade social imutável. Expondo também, que a concepção da teoria tradicional, a qual fomenta suas bases na natureza do homem e que em meio a isso os sistemas e Estados são "governados" por essa natureza egoísta, deva ser deixada de lado, pois na visão de Cox, a realidade social resulta da ação humana em constante mudança.

sábado, 22 de outubro de 2016

Resumo: Teoria Tradicional e Teoria Crítica por Max Horkheimer (1937)

Dalila Amorim


Max Horkheimer escreve em seu artigo um novo tipo de teoria em contraponto a teoria tradicional.
A teoria tradicional vem dessa tradição positivista de conseguir mensurar todo o conhecimento e dizer que o mesmo só é válido se for observável e medido, ou seja, existe a necessidade de matematizar o conhecimento, inclusive as ciências sociais. Então poderia-se quantificar e transformar as relações sociais e toda a subjetividade que a permeia em números estatísticos. 
Sendo assim poderia comprovar a ocorrência de um fenômeno através da sua quantificação, inclusive os fenômenos mais objetivos.
A principal característica da teoria tradicional é o fato dela se posicionar como algo A-histórico, ou seja, a formulação dessa teoria não é fruto dos processos históricos que formam as sociedades, mas ela pode ser aplicada durante qualquer período de tempo. Ela é separada da história, não sendo produto da sua época, mas podendo explicar qualquer fenômeno em qualquer período histórico. Nas relações internacionais pode-se dar como exemplo o realismo, que é aplicado da mesma forma seja para explicar o mundo bipolar durante a Guerra Fria como para explicar o sistema de Cidades-Estado da Grécia Antiga.
A teoria tradicional também é dissociada das crenças dos seres humanos, não sendo uma teoria ideológica, e não se tornando de direita ou de esquerda, mas tomando uma posição neutra, ficando por cima das ideologias.
Para os teóricos da escola de Frankfurt, a teoria tradicional é vista como um reflexo do modo de produção capitalista, que compartimentaliza os saberes e os hierarquiza. Tendo uma divisão entre os saberes mais úteis e os menos úteis, e os trabalhos mais complexos (que consequentemente remuneram mais) e os trabalhos menos complexos. 
Há uma separação entre o trabalho manual do trabalho intelectual. Sendo que, para a sociedade, o primeiro é mais desvalorizado que o segundo.
A teoria tradicional aliena a sociedade com a cultura de massa, que é basicamente a cultura comercializada, feita pelas grandes indústrias, não tendo necessariamente a participação das pessoas na sua formação. Diferentemente da cultura popular, que representa a expressão do modo de vida de um povo.
Por sua vez, a teoria crítica seria um meio de superação da teoria tradicional. Então, para um teórico crítico, essa naturalização dos comportamentos é construída pela indústria cultural, que dá origem a cultura de massa. 
Sendo assim, esse mundo foi socialmente construído pelo capital, e para Horkheimer essa forma de existir é desumana, pois impede que o ser humano se veja na sua totalidade.
Portanto, a teoria crítica tem a necessidade de unificar todos esses saberes, e apontar as contradições da teoria tradicional.