Refeito...
O
construtivismo surge pela primeira vez nos estudos das Relações Internacionais
em 1989, no cenário pós Guerra Fria, com a publicação do livro de Nichlas Onuf
e no artigo de 1992 por Alexandre Wendt. O objetivo era mostrar o fundamento do
construtivismo como destacar sua premissa básica, ou seja, vivemos em um mundo
que construímos, no qual somos os principais protagonistas, por sermos nós
mesmos a construí-lo. O foco do construtivismo está na construção social da
política internacional. Pressupõe que a política internacional será abordada
por um viés social (aquilo de que o Mundo é socialmente construído). Na base do
argumento construtivista está a ideia de que a realidade é ‘socialmente
construída’; as estruturas são definidas, principalmente, por ideias
compartilhadas, e não apenas por forças materiais. Isso significa que as ideias
e normas têm um papel fundamental tanto na constituição da realidade e dos
agentes, quanto na definição de identidades e interesses. Para Wendt, os
Estados agem por interesses, porém estes interesses são baseados em crenças; a
cultura e a história como fatores importantes para entender a relação entre
Estados.
Uma
das grandes questões que o construtivismo tenta responder, se refere ao papel
das ideias na vida social. Pelo construtivismo as questões materiais são, em
grande parte, função de ideias. Nesse sentido, ideias constituem a base
material do sistema; o fator fundamental na política internacional é a
distribuição de ideias nesse sistema. Wendt apresenta o debate entre
materialismo, idealismo e interesses. Esses três elementos são estruturantes na
teoria social, pois para entendermos e analisarmos a ação dos Estados, como
eles se comportam e reagem, precisa-se levar em conta esses três elementos.
O
argumento materialista se baseia na premissa de que “o fato mais importante
sobre a sociedade é a natureza e organização das forças materiais.” Ou seja,
para Wendt, uma teoria é materialista quando os efeitos do poder, dos
interesses dos atores ou das instituições são explicados pelas forças materiais
‘brutas’; violência. Wendt distingue dois tipos de relações e efeitos: causais
e constitutivos. Uma teoria causal explicaria por que X causa Y, ou seja, essa
causalidade implica que essas variáveis existem independentemente um do outro.
Bárbara Menezes de Almeida - 4º semestre de Relações Internacionais
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