quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Introdução ao Construtivismo

Refeito...     
     O construtivismo surge pela primeira vez nos estudos das Relações Internacionais em 1989, no cenário pós Guerra Fria, com a publicação do livro de Nichlas Onuf e no artigo de 1992 por Alexandre Wendt. O objetivo era mostrar o fundamento do construtivismo como destacar sua premissa básica, ou seja, vivemos em um mundo que construímos, no qual somos os principais protagonistas, por sermos nós mesmos a construí-lo. O foco do construtivismo está na construção social da política internacional. Pressupõe que a política internacional será abordada por um viés social (aquilo de que o Mundo é socialmente construído). Na base do argumento construtivista está a ideia de que a realidade é ‘socialmente construída’; as estruturas são definidas, principalmente, por ideias compartilhadas, e não apenas por forças materiais. Isso significa que as ideias e normas têm um papel fundamental tanto na constituição da realidade e dos agentes, quanto na definição de identidades e interesses. Para Wendt, os Estados agem por interesses, porém estes interesses são baseados em crenças; a cultura e a história como fatores importantes para entender a relação entre Estados.
     Uma das grandes questões que o construtivismo tenta responder, se refere ao papel das ideias na vida social. Pelo construtivismo as questões materiais são, em grande parte, função de ideias. Nesse sentido, ideias constituem a base material do sistema; o fator fundamental na política internacional é a distribuição de ideias nesse sistema. Wendt apresenta o debate entre materialismo, idealismo e interesses. Esses três elementos são estruturantes na teoria social, pois para entendermos e analisarmos a ação dos Estados, como eles se comportam e reagem, precisa-se levar em conta esses três elementos.
     O argumento materialista se baseia na premissa de que “o fato mais importante sobre a sociedade é a natureza e organização das forças materiais.” Ou seja, para Wendt, uma teoria é materialista quando os efeitos do poder, dos interesses dos atores ou das instituições são explicados pelas forças materiais ‘brutas’; violência. Wendt distingue dois tipos de relações e efeitos: causais e constitutivos. Uma teoria causal explicaria por que X causa Y, ou seja, essa causalidade implica que essas variáveis existem independentemente um do outro.

Bárbara Menezes de Almeida - 4º semestre de Relações Internacionais

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